A “Fernando Prestes” foi criada pela Lei 1860, de 30.12.1921
e instalada em 09 de junho de 1929, com a denominação de
“Escola Profissional Secundária Mista de Sorocaba”, atualmente
Escola Técnica Estadual “Fernando Prestes”. Teve como primeiros
cursos implantados os de artes domésticas, corte e confecção,
bordado flores e chapéus, tornearia, entalhe em madeira,
marcenaria, fundição, serralheria e em regime de cooperação
com a Estrada de Ferro Sorocabana o curso ferroviário (Oliveira,
1995: 13 – 16).
Em 1931 passa a ser denominada Escola
Profissional Mista Cel. Fernando Prestes. Ao longo dos anos
muitas reformulações aconteceram em função das legislações
e de mudanças de prédios. “E em 1948 era feita a mudança
para o amplo prédio agora próprio, e bem conhecido em nossos
dias, à Av. Pereira Inácio” (Oliveira, 1995: 35) atualmente
onde está localizada a Escola Técnica Estadual “Rubens de
Faria e Souza”, oriunda de reformulações, tendo como origem
a Escola “Fernando Prestes”.
No final da década
de sessenta é desalojada de seu prédio próprio para dar
lugar ao Colégio Técnico Industrial Prof. Rubens de Faria
e Souza, com cursos técnicos de 2º grau e passa a funcionar
como Ginásio Industrial “Fernando Prestes” no atual campus
Seminário da Universidade de Sorocaba – UNISO.
Novas
mudanças aconteceriam, passando a ser a partir de 1982,
em novo prédio, o atual, à Rua Natal, 340, Jardim Paulistano,
o Centro Estadual Interescolar “Fernando Prestes”. Uma experiência
que não deu certo, pelo menos em Sorocaba. O Centro Interescolar
era uma escola de pré-profissionalização que oferecia cursos
para os alunos da rede pública e privada que cursavam o
ensino de 1º e 2º graus e vinham ali em horário diferentes
dos seus cursos regulares para ter uma iniciação para o
trabalho. No caso do “Fernando Prestes” também funcionavam
os cursos de 1º grau e os cursos técnicos de 2º grau.
Outra importante mudança que ocorre em 1982, o Centro
Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” assume os
cursos de técnicos de 2º grau da escola, deixando o 1º grau
subordinado à secretaria de Educação e a escola passa a
ser denominar Escola Técnica Estadual “Fernando Prestes”.
“No decorrer de sua ‘vida', a ETE ‘Fernando
Prestes' ofereceu aos seus alunos cursos industriais, ferroviários,
os conveniados com o MEC, o ginásio industrial e o técnico
de 2º grau” (Cruzeiro do Sul, 1989: 32).
Atualmente
mantém as habilitações profissionais de Técnico em Administração,
Técnico em Desenho de Construção Civil, Técnico em Desenho
de Projetos de Mecânica, Técnico em Informática, Técnico
em Informática para Internet, Técnico em Secretariado, Técnico
em Design de Interiores, Técnico em Segurança do Trabalho,
Técnico em Contabilidade, Técnico em Logística, Técnico
em Agênciamento de Viagem, além das classes descentralizadas
que funcionam em parceria com escola da rede estadual (Joaquim
Izidoro Marins) onde também funciona o curso Técnico em
Logística, e, todas elas atendendo a LDB 9394/96, ao Decreto
5154/04.
Oferece ainda, desde 1998, o Ensino Médio
independente do Ensino Técnico, para os alunos oriundo do
Ensino Fundamental (antigo 1o grau) com uma carga horária
de 2.400 horas-aula dos componentes curriculares que integram
a base nacional comum (Língua Portuguesa e Literatura, Artes,
Educação Física, História, Geografia, Física, Química, Biologia
e Matemática) e 600 horas-aula da parte diversificada, destinadas
a componentes curriculares interdisciplinares (Língua Estrangeira
Moderna – Inglês, Serviços de Informação e Comunicação,
Ações de Cidadania, Projetos Técnico-científico e Intervenções
Ambientais).
Contando com aproximadamente 2300 alunos
matriculados no primeiro semestre de 2010, o ensino técnico
da “Fernando Prestes”, atende a uma clientela heterogênea,
composta por adolescentes, jovens e adultos, egressos do
ensino médio (antigo 2º grau), cursando a segunda ou terceira
série do mesmo, ou ainda, oriundos do terceiro grau que
desejam sua reconversão profissional.
Distribuídos
nos diversos cursos, nos períodos matutino, vespertino e
noturno, a escola atende a um público oriundo de escolas
pública em sua grande maioria 84%, e o restante de escolas
particulares, sendo que 49% dos alunos matriculados nos
cursos técnicos na escola já estão inseridos no mercado
de trabalho e vêm em busca de uma formação técnica .
A escola tem uma área de abrangência que se estende
por diversos bairros da cidade, servindo também municípios
circunvizinhos como São Roque, Piedade, Ibiúna, Itu, Salto
de Pirapora, Araçoiaba, Alumínio, Porto Feliz, Pilar do
Sul, Boituva, Mairinque, Salto, Votorantim e Iperó.
Ao longo do tempo a escola passou por diversas transformações,
resultantes das mudanças de legislação, de estrutura e de
prédios. Muitos profissionais se formaram na Escola Técnica,
o espírito de pioneirismo e de dedicação de muitos que aqui
trabalharam, acreditamos, vive até hoje no “Fernando Prestes”.
Fernando Prestes de Albuquerque
Fernando Prestes de Albuquerque (Angatuba, 26 de
junho de 1855 — São Paulo, 25 de outubro de 1937), foi um
agricultor, advogado e político brasileiro, quarto presidente
do estado de São Paulo entre novembro de 1898 e maio de
1900.
Foi proprietário rural em Itapetininga, dono
da fazenda Araras, casado com Olímpia de Santana com quem
teve nove filhos. Atuou também como advogado provisionado.
Foi membro da direção do Partido Republicano Paulista (PRP)
e coronel da Guarda Nacional e do Exército Brasileiro.
Iniciou a carreira política em Itapetininga, onde
defendeu a abolição da escravatura e a proclamação da república.
Com o advento da República, o coronel Prestes fez parte
do governo local de Itapetininga.
Foi contra o golpe
de estado de Deodoro da Fonseca em 3 de novembro de 1891
e apoiou Floriano Peixoto, quando já era deputado estadual.
Lutando a favor do Governo Floriano Peixoto, no sul do Brasil,
contra a chamada Revolução Federalista, se destacou e recebeu
as patentes de coronel da Guarda Nacional e do Exército.
Militou toda sua vida no Partido Republicano Paulista
(PRP). Foi deputado estadual nas legislaturas de 1892-1895
e 1895-1897, ocasião que foi vice-presidente da Câmara Estadual.
Como deputado federal, exerceu mandatos em 1897-1898,
1901-1902 e 1903- 1905.
Em seu primeiro mandato
como deputado federal foi obrigado a afastar-se do cargo,
em 10 de novembro de 1898, para assumir a presidência do
estado, recebendo o governo de São Paulo das mãos do presidente
interino Peixoto Gomide que ficara no lugar de Campos Sales,
presidente do estado, que renunciara, por ter sido eleito
presidente da República, e que tomou posse na presidência
da República em 15 de novembro de 1898.
Para poder
governar com isenção, enquanto durou seu mandato de presidente
do Estado, ficou afastado da Comissão Diretora do PRP, onde
era tido como prudente e conciliador.
Criou o Instituto
Butantan em São Paulo por sugestão do sanitarista Emílio
Ribas, há inclusive um hospital com seu nome na mesma cidade.
Fundou o Hospital Psiquiátrico do Juqueri, que teve a direção
do dr. Franco da Rocha - atual nome do município onde se
situa o Hospital.
Combateu surtos de febre amarela
em Sorocaba, Santos e, na capital, teve de enfrentar a peste
bubônica e a varíola. Seu governo foi considerado correto
e isento, preocupado com as finanças e a saúde. Cortou gastos
públicos devido à queda da arrecadação de impostos e contínua
baixa dos preços do café no mercado internacional.
Depois de deixar a chefia do executivo paulista, em
1900, elegeu-se deputado federal por duas legislatura, sendo
líder da bancada paulista e depois líder da maioria.
Fez parte do Senado Estadual entre 1906-1908, quando
foi eleito com a maior votação, 1913-1916 e novamente entre
1916 e 1922.
Foi vice-presidente do estado entre
de 1908-1912, 1922-1924 e de 1924-1927.
Como vice-governador,
substituiu Albuquerque Lins, em 1910, quando este se lançou
a candidato a vice-presidente da república, na chapa de
Rui Barbosa à presidência da República. Terminado seu mandato,
voltou para as atividades de agricultor, mas foi chamado,
para o senado estadual e Comissão Diretora do PRP.
No último mandato de vice-presidente de São Paulo, no
governo de Carlos de Campos, O Coronel Fernando Prestes,
defendeu o governo contra a Revolta paulista de 1924, organizando
a resistência em Itapetininga e conseguindo que Carlos de
Campos fosse reconduzido ao poder. O coronel Prestes foi
convidado pelos revolucionários encabeçados pelo general
Isidoro Dias Lopes a assumir o governo revolucionário, mas
se recusou, mantendo seu apoio ao presidente Carlos de Campos.
O Coronel Prestes declarou aos revoltosos:
- Só aceitaria
o governo das mãos do Dr. Carlos de Campos, livre, espontaneamente,
legalmente.
Carlos de Campos foi vítima de embolia
cerebral, vindo a falecer em abril de 1927. O Coronel Fernando
Prestes renunciou ao cargo de vice-presidente, depois da
morte do presidente do estado. Teria sido uma jogada política,
combinada, em uma convenção do PRP, para que seu filho Júlio
Prestes, então deputado federal, pudesse se candidatar ao
governo do Estado de São Paulo, e posteriormente concorrer
à presidência da república. A versão divulgada, na época,
foi que o Coronel estava já muito idoso e combalido para
comandar o estado.
Após renunciar ao governo do
estado, Fernando Prestes ainda foi eleito, em 1928, para
uma vaga aberta no Senado Estadual.
Após a Revolução
de 1930, o coronel Fernando Prestes e sua família foram
perseguidos e caíram no ostracismo político. Atuou, por
outro lado, na iniciativa privada, sendo diretor do Banco
Noroeste do Estado de São Paulo e da Companhia Mogiana de
Estradas de Ferro.
Um pouco da evolução do site no último ano